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A campanha eleitoral ganha temperatura nesta semana, com a estreia da propaganda gratuita no rádio e na televisão e uma maratona de entrevistas dos principais candidatos ao Palácio do Planalto. É o momento em que a disputa deixa os bastidores e passa a ocupar, de forma mais intensa, a casa do eleitor.

A partir desta segunda-feira, os candidatos começam a desfilar pela programação da TV Globo. Lula será entrevistado na quinta-feira e Flávio Bolsonaro, na sexta, o dia em que começa oficialmente a propaganda eleitoral gratuita.

Mais do que medir forças entre os já convencidos, entrevistas e debates terão um papel decisivo sobre uma parcela do eleitorado que ainda não bateu o martelo. É entre os indecisos que a eleição pode começar a mudar de rumo. O desempenho diante das câmeras, a capacidade de responder às perguntas difíceis, apresentar propostas e, sobretudo, transmitir segurança podem pesar mais do que os discursos preparados para os apoiadores.

Enquanto a televisão começa a aquecer a disputa, Brasília terá sua própria rodada de negociações. Lula deverá se reunir, na quarta-feira, com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. A conversa ocorre antes do esforço concentrado do Congresso, previsto para o início de setembro, e deve servir para alinhar as prioridades do governo com as lideranças do Legislativo.

Na mesa estarão assuntos capazes de produzir impacto direto no bolso e na rotina dos brasileiros, como a tentativa de impedir a retomada da cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50, a proposta que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1 e o marco regulatório para a exploração de minerais críticos.

A semana, portanto, promete dois palcos decisivos: o Congresso, onde se negociam votos e interesses, e a televisão, onde os candidatos disputarão algo ainda mais difícil de conquistar,  a confiança de quem continua indeciso.

Cidade Sem Filtro

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