Home

Após a fuga de 11 detentos da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, parte da oposição atribuiu o episódio ao que classificou como um suposto colapso da segurança pública no Rio Grande do Norte. Os dados oficiais da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), no entanto, apontam um cenário diferente.


Entre 2015 e 2018, foram registrados 877 foragidos do sistema prisional potiguar em regime fechado. Já no período de 2019 a 2026, o número caiu para 47 foragidos, já contabilizando a fuga ocorrida na última sexta-feira (31).

Antes desse episódio, o índice de recaptura dos detentos que haviam fugido desde 2019 era de aproximadamente 80%, resultado atribuído ao fortalecimento das ações de inteligência, ao monitoramento das unidades prisionais e à atuação integrada das forças de segurança.

Ao longo desse período, o sistema prisional recebeu investimentos, como a realização de concurso público, a criação da Polícia Penal e a modernização de equipamentos e da estrutura das unidades.

Os dados não eliminam a gravidade da fuga registrada recentemente, que exige apuração e providências. Mas também mostram que um episódio isolado não apaga os indicadores acumulados dos últimos anos. Os números são fatos; o restante faz parte da disputa político-partidária.

Os números são fatos; o restante faz parte da disputa político-partidária.

Poste um comentário

comente aqui..