A Polícia Federal indiciou nesta quarta-feira (6) o empresário José Luiz Felício Filho, proprietário da Voepass, além de outros 15 funcionários e ex-funcionários da companhia, pela queda da aeronave que matou 62 pessoas em Vinhedo, no interior de São Paulo, em agosto de 2024.
A investigação criminal, concluída quase dois anos após o acidente, aponta que os envolvidos responderão pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, previsto no artigo 261 do Código Penal. A pena pode ser ampliada quando o delito resulta na queda da aeronave e em mortes.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo teria contribuído para o desastre por meio de ações diretas e de negligência nos setores de manutenção e operação da empresa.
O laudo elaborado pelo Instituto Nacional de Criminalística concluiu que a principal causa do acidente foi a perda de controle da aeronave provocada pelo acúmulo de gelo. Os peritos identificaram ainda uma combinação entre a falha do sistema pneumático de degelo e erros sucessivos da tripulação na execução dos procedimentos de emergência recomendados pelo fabricante.
O caso foi um dos acidentes aéreos mais graves registrados no Brasil nos últimos anos e reacendeu o debate sobre fiscalização, manutenção de aeronaves e segurança na aviação regional.
Fonte: Brasil de Fato.
