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A votação da proposta que prevê o fim da escala 6x1 no Senado deverá ocorrer somente após o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A decisão é do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que optou por não levar a matéria ao plenário neste momento.

A proposta em discussão prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, além da garantia de dois dias de descanso por semana. A mudança seria implantada de forma gradual.

O adiamento contraria a expectativa do governo do presidente Lula, que defendia a votação ainda antes do período eleitoral. O tema também passou a integrar a disputa política entre governo e oposição, que divergem sobre o impacto econômico da medida.

Entre os setores que manifestam preocupação está a construção civil. Entidades do segmento estimam que a redução da jornada poderia exigir a contratação de cerca de 288 mil trabalhadores para compensar a diminuição das horas trabalhadas. O setor também aponta possibilidade de aumento dos custos e dificuldades para encontrar mão de obra qualificada.

Defensores do fim da escala 6x1 argumentam que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliar o tempo de descanso e, potencialmente, contribuir para ganhos de produtividade.

A proposta ainda precisa ser votada em dois turnos pelo plenário do Senado. Para aprovação de uma PEC, são necessários pelo menos 49 votos dos 81 senadores em cada turno. Caso o texto seja aprovado sem alterações em relação ao que já foi aprovado pela Câmara, a matéria poderá seguir para promulgação.

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