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O celular de Daniel Vorcaro já não é exatamente um território proibido, pelo menos para os ministros que vão julgar o caso.
A PF entregou a íntegra dos dados extraídos do aparelho aos gabinetes de Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. O original continua sob custódia da Polícia Federal, com cadeia de custódia preservada.
Traduzindo do juridiquês: o celular abriu a porta, mas não abriu a janela para o público. O conteúdo continua sob sigilo.
A novidade é politicamente incômoda porque acaba, ao menos parcialmente, com a história de ministros trabalhando com pedaços diferentes do mesmo quebra-cabeça. Agora, quatro ministros, incluindo André Mendonça , têm acesso à íntegra.
E há uma pergunta que continua pairando no ar: se todos precisam conhecer as mesmas provas para decidir, por que algumas peças do processo ainda permanecem trancadas a sete chaves?
No STF, aparentemente, o problema nunca foi falta de chave.
É saber quem fica com ela.
