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A reforma tributária já deixou de ser assunto para especialistas em Brasília. Agora, começa a bater à porta das empresas — e, na construção civil, pode chegar diretamente à planilha de custos, aos contratos e à formação dos preços.

É para discutir justamente esse impacto que o Sinduscon-RN, em parceria com o SINDICER/RN e com apoio da FIERN, realiza na próxima terça-feira (29), a partir das 13h30, o “Construção em Debate – Reforma Tributária: os impactos na cadeia produtiva da construção civil”. O encontro será no Auditório Albano Franco, na FIERN.

A discussão interessa particularmente a um setor que trabalha com uma cadeia extensa: indústria, fornecedores de materiais, prestadores de serviços, incorporadoras, construtoras e profissionais de diversas áreas. Uma mudança na lógica tributária, portanto, não fica restrita ao departamento fiscal. Pode repercutir em contratos, custos, fluxo financeiro e decisões empresariais.

Da legislação para a vida real

A proposta do encontro é justamente fugir da palestra excessivamente técnica e colocar a reforma diante das situações que aparecem no dia a dia das empresas.

A programação será dividida em dois momentos. Primeiro, especialistas apresentam as principais mudanças e os conceitos do novo sistema tributário. Depois, uma mesa-redonda, no formato Clube de Empresários, abre espaço para discutir situações práticas, inclusive os reflexos sobre contratos e operações empresariais.

Entre os convidados está Fernando Guedes, presidente-executivo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Advogado, ele tem experiência em empresas de auditoria internacional e grandes escritórios de advocacia. Na CBIC, ocupou posições nas áreas de relações trabalhistas e jurídica e também integra o Conselho Temático de Assuntos Tributários e Fiscais da CNI.

Também participa Liana Queiroz, doutoranda em Direito Tributário pela PUC/SP, mestre em Direito pela UFRN e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Consultora tributária da FIERN e da Femurn, é conselheira do CARF, ligado ao Ministério da Fazenda, e possui experiência em órgãos de julgamento tributário.

O terceiro nome da programação é Ricardo André Sampaio Matos, bacharel em Ciências Contábeis, com especializações em contabilidade, planejamento tributário, auditoria digital e Direito Tributário.

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