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A eleição para o Senado ganhou um novo personagem no palco: o suplente. E, pelo jeito, ele não quer ficar apenas nos bastidores.

A Justiça Eleitoral rejeitou o pedido de direito de resposta feito pela senadora Zenaide Maia e por seu primeiro suplente, Netinho Lins, contra uma propaganda da campanha de Samanda de Lula que trazia informações sobre o empresário.

Na decisão, a Justiça entendeu que as informações questionadas não foram inventadas pela campanha, mas tinham como base conteúdos já publicados pela imprensa. Resultado: sem direito de resposta.

Samanda, claro, aproveitou o placar judicial para reforçar o discurso de que eleitor não deve escolher apenas o titular da chapa. Afinal, suplente pode passar oito anos no banco de reservas e, dependendo da circunstância, entrar em campo.

A candidata voltou a questionar a atuação empresarial de Netinho, suas relações com o setor de apostas e citações em reportagens envolvendo empresas ligadas a ele e o Banco Master.

A temperatura subiu. E a pergunta política ficou no ar: se o suplente pode virar senador, por que conhecê-lo só depois da eleição?

Pelo visto, nesta campanha, até quem está na suplência terá de apresentar currículo, explicar as amizades e encarar o horário nobre.

Porque, no Senado, banco de reserva também pode virar cadeira cativa.

Cidade Sem Filtro
Rosalie Arruda

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