A Caatinga respondeu por 38% das remoções de gases de efeito estufa registradas no Brasil em 2022, segundo levantamento do Observatório da Caatinga e Desertificação (OCA), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), com base em dados do inventário internacional Climate TRACE.
A vegetação contribui para retirar dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera por meio da fotossíntese, armazenando carbono nas plantas e no solo. Um estudo publicado em 2025 na revista científica Science of the Total Environment, intitulado A comparative analysis of GHG inventories and ecosystems carbon absorption in Brazil, também analisou a capacidade de remoção de carbono dos biomas brasileiros e identificou diferenças entre as estimativas dos inventários Climate TRACE e SEEG.
Exclusiva do Brasil, a Caatinga ocupa cerca de 11% do território nacional e tem papel importante no equilíbrio climático. O desmatamento e a degradação do solo podem reduzir a capacidade de armazenamento de carbono e liberar gases de efeito estufa na atmosfera. Por isso, a conservação e a recuperação da vegetação nativa são fundamentais para proteger o bioma e contribuir para o enfrentamento das mudanças climáticas.

