O ex-candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) mudou de posição e declarou nesta quinta-feira (8) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão chama atenção pelo contraste com o discurso adotado por Cury durante a campanha. O escritor construiu sua candidatura apresentando-se como uma alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro e chegou a dizer que não se alinharia a nenhum dos dois grupos em um eventual segundo turno.
Mais recentemente, em 21 de setembro, Cury fez críticas diretas a Flávio. Afirmou que o senador “sempre foge”, questionou seu histórico de gestão e criticou sua relação com o Banco Master.
Pouco antes do primeiro turno, Cury voltou a atacar a polarização e resumiu sua posição com a frase “nem picanha, nem fuzil”, apresentada como símbolo de sua tentativa de se colocar fora dos dois polos da disputa.
Agora, o candidato que se apresentou como alternativa aos dois campos decidiu justamente aderir a um deles. Cury afirma, porém, que o apoio não significa compromisso com um eventual governo. Segundo nota divulgada por sua assessoria, ele teria dito a Flávio que não participará da administração e manterá sua independência de pensamento.
O apoio foi negociado após uma conversa por videochamada entre os dois. Cury apresentou propostas de sua campanha e condicionou o apoio ao compromisso público de Flávio com algumas delas. O senador assinou uma carta com compromissos relacionados, entre outros pontos, à educação, proteção às mulheres, microempresas e pacificação nacional.
A mudança de posição deixa uma pergunta política inevitável: o discurso de terceira via de Cury terminou no primeiro turno? Na prática, o candidato que se apresentou como alternativa à polarização agora escolhe um dos dois polos que criticou durante a campanha.
A decisão chama atenção pelo contraste com o discurso adotado por Cury durante a campanha. O escritor construiu sua candidatura apresentando-se como uma alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro e chegou a dizer que não se alinharia a nenhum dos dois grupos em um eventual segundo turno.
Mais recentemente, em 21 de setembro, Cury fez críticas diretas a Flávio. Afirmou que o senador “sempre foge”, questionou seu histórico de gestão e criticou sua relação com o Banco Master.
Pouco antes do primeiro turno, Cury voltou a atacar a polarização e resumiu sua posição com a frase “nem picanha, nem fuzil”, apresentada como símbolo de sua tentativa de se colocar fora dos dois polos da disputa.
Agora, o candidato que se apresentou como alternativa aos dois campos decidiu justamente aderir a um deles. Cury afirma, porém, que o apoio não significa compromisso com um eventual governo. Segundo nota divulgada por sua assessoria, ele teria dito a Flávio que não participará da administração e manterá sua independência de pensamento.
O apoio foi negociado após uma conversa por videochamada entre os dois. Cury apresentou propostas de sua campanha e condicionou o apoio ao compromisso público de Flávio com algumas delas. O senador assinou uma carta com compromissos relacionados, entre outros pontos, à educação, proteção às mulheres, microempresas e pacificação nacional.
A mudança de posição deixa uma pergunta política inevitável: o discurso de terceira via de Cury terminou no primeiro turno? Na prática, o candidato que se apresentou como alternativa à polarização agora escolhe um dos dois polos que criticou durante a campanha.

