Missão técnica revela espaço para frutas e camarão potiguares em um mercado de 110 milhões de consumidores
O Rio Grande do Norte foi ao Egito olhar tecnologia, irrigação e modelos de produção. Mas voltou com uma provocação comercial na bagagem: por que não colocar mais produtos potiguares nas mesas egípcias?
O secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Pesca, Guilherme Saldanha, integrou a missão organizada pelo Sebrae, em parceria com a CNA e a Federação da Agricultura, que percorreu propriedades rurais, empresas e instituições ligadas ao agronegócio egípcio.
E encontrou um mercado de aproximadamente 110 milhões de habitantes, com forte dependência da importação de alimentos. Mas, o detalhe que chamou a atenção do secretário foi justamente o que não estava nas prateleiras. “É um mundo de oportunidades que tem aqui. A gente viu muita carne do Brasil, mas viu pouquíssima fruta brasileira. E fruta não é barata aqui”, observou.
O recado veio do Nilo
O Egito também ofereceu uma aula prática sobre como produzir em um ambiente de escassez hídrica. A agricultura do país é fortemente dependente da irrigação das águas do Nilo e combina métodos tradicionais com tecnologias de aproveitamento e reuso da água.
Para o RN, a discussão ganha outro peso com a chegada das águas do São Francisco. Saldanha enxerga aí uma possível equação: água para produzir, produção para exportar e um mercado consumidor enorme do outro lado do Atlântico. “A gente tem muita coisa para fazer, muito o que produzir. As águas do São Francisco estão aí no Rio Grande do Norte e vão permitir, quem sabe, a gente mandar um pouco da nossa fruta, do nosso camarão”, disse.
O Egito também ofereceu uma aula prática sobre como produzir em um ambiente de escassez hídrica. A agricultura do país é fortemente dependente da irrigação das águas do Nilo e combina métodos tradicionais com tecnologias de aproveitamento e reuso da água.
Para o RN, a discussão ganha outro peso com a chegada das águas do São Francisco. Saldanha enxerga aí uma possível equação: água para produzir, produção para exportar e um mercado consumidor enorme do outro lado do Atlântico. “A gente tem muita coisa para fazer, muito o que produzir. As águas do São Francisco estão aí no Rio Grande do Norte e vão permitir, quem sabe, a gente mandar um pouco da nossa fruta, do nosso camarão”, disse.
Tem mercado. Falta ocupar.
A missão incluiu ainda reuniões no Ministério da Agricultura do Egito, visita à Embaixada do Brasil e encontros com a Câmara de Comércio Brasil-Árabes. Também houve contato com empresas da cadeia de frutas, especialmente da laranja, e observação da presença de produtos brasileiros, como carnes e camarão.
A missão incluiu ainda reuniões no Ministério da Agricultura do Egito, visita à Embaixada do Brasil e encontros com a Câmara de Comércio Brasil-Árabes. Também houve contato com empresas da cadeia de frutas, especialmente da laranja, e observação da presença de produtos brasileiros, como carnes e camarão.
O Egito mantém acordo de livre comércio com o Mercosul para produtos contemplados pelo tratado, um ingrediente que pode facilitar a abertura de negócios.
Agora vem a parte mais instigante que é transformar visita técnica em contrato, produção em escala e exportação. Porque o RN já produz fruta, já produz camarão e agora começa a ter mais água no horizonte.
O Nilo mostrou o caminho. Resta ao São Francisco ajudar o Estado a percorrê-lo.
Cidade Sem Filtro — porque oportunidade boa é aquela que sai da agenda e chega ao caixa.
Agora vem a parte mais instigante que é transformar visita técnica em contrato, produção em escala e exportação. Porque o RN já produz fruta, já produz camarão e agora começa a ter mais água no horizonte.
O Nilo mostrou o caminho. Resta ao São Francisco ajudar o Estado a percorrê-lo.
Cidade Sem Filtro — porque oportunidade boa é aquela que sai da agenda e chega ao caixa.
