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Mulheres desafiam onda conservadora nas urnas

Apesar do avanço da direita no primeiro turno das eleições de 2026, candidatas identificadas com pautas feministas, LGBTQIA+, raciais e indígenas também saíram fortalecidas das urnas.

Um dos principais destaques foi Erika Hilton (PSOL-SP), reeleita deputada federal com 1.596.472 votos, a maior votação já obtida por uma mulher para a Câmara dos Deputados. Mulher trans, Hilton atua na defesa dos direitos das mulheres, da população LGBTQIA+ e das populações preta e parda.

Em São Paulo, Sofia Favero (PSOL), também mulher trans, foi eleita deputada estadual com 407.773 votos. No Rio de Janeiro, Dani Balbi (PCdoB), mulher trans e negra, foi reeleita para a Assembleia Legislativa com 169.474 votos.

Entre as candidaturas feministas, Sâmia Bomfim (PSOL-SP) recebeu 583.107 votos para a Câmara, enquanto Tabata Amaral (PSB-SP) teve 476.383.
No RN, o recado veio forte

No Rio Grande do Norte, a resistência à onda conservadora também ganhou rosto feminino.

Natália Bonavides (PT) foi a deputada federal mais votada do Estado, com 215.509 votos, quase 11% dos votos válidos para a Câmara. Reeleita, mantém uma trajetória ligada às pautas feministas, aos direitos humanos e às minorias.

E o RN foi além. Thabatta Pimenta (PV) foi eleita deputada federal com 92.743 votos e fará história como a primeira deputada federal trans do Nordeste.

Duas mulheres, duas trajetórias e um recado das urnas: enquanto a direita avançou nacionalmente, o eleitor potiguar também ampliou a representação de mulheres e da população LGBTQIA+ no Congresso.

O contraponto

O avanço feminino, entretanto, não é sinônimo de avanço da esquerda. Em São Paulo, Eduarda Campopiano (PL), que se declara “inimiga das feministas”, foi a candidata mais votada para deputada estadual, com 1.956.238 votos.

No Senado, as mulheres também alcançaram um resultado histórico: 12 das 54 vagas em disputa ficaram com candidatas, o maior número desde a redemocratização. A maioria, porém, está ligada a partidos de direita.

Entre as mulheres negras eleitas, destacam-se Renata Souza (PSOL-RJ), Anielle Franco (PT-RJ) e Macaé Evaristo (PT-MG). Na representação indígena, foram reeleitas Juliana Cardoso (PT-SP) e Sônia Guajajara (PSOL-SP).

A fotografia das urnas, portanto, é menos simples do que parece. A direita avançou, mas a diversidade também ganhou espaço.

Fonte: Deutsche Welle (DW), reportagem “As candidatas que desafiaram a onda conservadora”, publicada em 5 de outubro de 2026, com informações complementares sobre os resultados eleitorais do Rio Grande do Norte.





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