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Se a eleição para o Senado no Rio Grande do Norte fosse uma corrida de 100 metros, Styvenson Valentim já teria aberto boa vantagem. A verdadeira disputa, pelo que mostram as últimas pesquisas, está na segunda cadeira.

Os levantamentos mais recentes mantêm Styvenson no primeiro lugar, com percentuais que variam conforme o instituto e a metodologia. Na Exatus, chega a 47,20%; na Media/O Potengi, aparece com 43,1%.

A segunda vaga, porém, está longe de ter dono.

Zenaide Maia mantém presença consistente nos levantamentos e aparece em segundo lugar na maioria das pesquisas analisadas em setembro. Mas Samanda, impulsionada pela associação ao presidente Lula, avançou e já aparece tecnicamente empatada com Zenaide na DataVero.

No levantamento mais recente da DataVero, Styvenson marcou 32,96%, Zenaide 16,12% e Samanda 13,66%. A diferença entre as duas é menor que a margem de erro.

E tem mais gente olhando para essa cadeira.

Coronel Hélio aparece com desempenho relevante no segundo voto, enquanto Rafael Motta permanece no bloco intermediário. Como cada eleitor escolherá dois nomes para o Senado, esse segundo voto pode embaralhar a fotografia apresentada pelas pesquisas.

A eleição das duas escolhas

É justamente aí que mora o suspense.

Styvenson aparece como o nome mais constante na liderança. Já a disputa pela segunda vaga envolve Zenaide, Samanda e, em menor escala, outros candidatos que podem capturar o eleitor que ainda não definiu seu segundo voto.

Em política, como se sabe, cadeira não vem com nome gravado.

Até domingo, muita pesquisa pode virar arquivo. E muito voto que hoje aparece como “segundo” pode acabar sentado na primeira fila.

Cidade Sem Filtro — porque no Senado são duas cadeiras, mas o suspense é de sobra.

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