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foto- Alex Regis

Dados da ANAC apontam crescimento no número de passageiros e reforçam perspectivas de expansão da atividade turística e da economia potiguar.

O Rio Grande do Norte registrou, em setembro de 2026, o melhor resultado histórico para o mês na movimentação de passageiros nacionais e internacionais. Os números da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) indicam uma expansão do fluxo aéreo que amplia as perspectivas para a cadeia econômica do turismo no estado.

De janeiro a setembro, o movimento de passageiros internacionais no Aeroporto de Natal alcançou aproximadamente 139 mil, alta de 86,5% em relação aos 74,5 mil registrados no mesmo período de 2025. No mercado doméstico, foram cerca de 1,9 milhão de passageiros, crescimento de 27,8% sobre os 1,49 milhão do ano anterior.

Somente em setembro, o fluxo nacional chegou a 202,1 mil passageiros, avanço de 17,7% na comparação anual. Já o movimento internacional cresceu 66,3%, passando de 7.096 para 11.805 passageiros.

Impacto na economia

O crescimento da conectividade aérea favorece a atividade turística, com potencial de ampliar a demanda por hospedagem, alimentação, transporte, comércio e serviços. A expansão também cria oportunidades para geração de emprego e renda, embora os resultados econômicos dependam da permanência dos visitantes, do nível de gastos e da distribuição do fluxo entre os destinos potiguares.

Segundo a governadora Fátima Bezerra, o desempenho está relacionado a medidas de incentivo à aviação, recuperação de estradas, investimentos em segurança pública e promoção do destino potiguar em eventos internacionais.

Para o presidente da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), Raoni Fernandes, a ampliação das rotas internacionais, especialmente entre Buenos Aires e Natal, contribui para o avanço dos indicadores.

A expectativa é de uma temporada de verão ainda mais movimentada. De acordo com Raoni, as companhias aéreas nacionais anunciaram expansão de dois dígitos na oferta de voos entre dezembro e a Páscoa. No mercado internacional, a operação passou de dois para 17 voos semanais na América Latina, além da previsão de voos diários de Lisboa e operações charter.

O desafio econômico agora é transformar o crescimento no fluxo de passageiros em maior permanência dos turistas, aumento do consumo local e investimentos capazes de sustentar a expansão do setor ao longo do ano.

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