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Em política, as alianças têm prazo de validade  e o Senado acaba de assistir a mais um capítulo dessa dinâmica.

Em 2025, Rogério Marinho foi um dos articuladores do apoio do PL à eleição de Davi Alcolumbre para a presidência do Senado. Agora, o senador potiguar quer ocupar a mesma cadeira e apresenta sua candidatura como um projeto de recuperação da independência do Parlamento.

O discurso é institucional, mas a disputa é essencialmente política. Marinho pretende transformar a força da oposição e o crescimento da bancada do PL em poder efetivo dentro do Congresso.

A eleição de fevereiro de 2027 colocará frente a frente antigos parceiros de uma articulação que, naquele momento, serviu aos interesses de ambos.

 - Para vencer a eleição (prevista para o início de fevereiro de 2027), são necessários no mínimo 41 votos (maioria simples). Aliados de Marinho buscam atrair partidos como o Novo e alas de outras legendas, mas enfrentam o desafio da votação secreta no plenário, que abre margem para traições e renegociações. -

Agora pergunto: o que mudou na relação política entre os dois? E, sobretudo, quem terá votos suficientes para comandar o Senado na próxima legislatura?

Em Brasília, como se vê, a memória das alianças costuma ser curta quando está em jogo o comando do poder.

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