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Pacientes com lesões medulares em vários locais do Brasil estão recorrendo à justiça para ter acesso à polilaminina, substância extraída da placenta humana que, em estudos experimentais, conseguiu restaurar movimentos em alguns deles. As pesquisas são conduzidas pela doutora Tatiana Sampaio, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Até o momento, pelo menos 17 decisões judiciais já foram cumpridas, permitindo a aplicação da proteína em hospitais públicos e privados.

Entre os beneficiados está Luiz Otávio Santos Nunez, 19 anos, de Mato Grosso do Sul, tetraplégico após um disparo acidental no pescoço, que recebeu o tratamento experimental no Hospital Militar de Campo Grande. 
"Sinto que estou fazendo força com os músculos da minha perna. É um leve movimento, mas ele não existia. Também passei a ter uma sensação de calor nas pernas. Senti o toque da mão da minha mãe no meu pé. Não tenho nenhuma dúvida, foi tudo depois da polilaminina, antes isso não existia", diz Luiz, que é militar do Exército.
A polilaminina, ainda em fase de pesquisa, tem potencial para estimular a regeneração de conexões nervosas na medula espinhal, mas só pode ser aplicada nas vítimas de  lesões  medulares em, no máximo, 72 horas.

Após a aplicação, Luiz Otávio recebeu alta médica e seguirá com fisioterapia e acompanhamento multidisciplinar. O procedimento integra estudos autorizados pela Anvisa.

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