Marcelo Godoy - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO
O Primeiro Comando da Capital (PCC) decretou
a morte do governador Geraldo Alckmin.
Interceptações telefônicas
mostram que pelo menos desde 2011 a facção planeja matar o governador de
São Paulo.
O Estado teve acesso ao áudio de uma interceptação
telefônica na qual um dos líderes do PCC, o preso Luis Henrique
Fernandes, o LH, conversa com dois outros integrantes da facção. O
primeiro seria Rodrigo Felício, o Tiquinho, e o segundo era o
integrantes da cúpula do PCC, Fabiano Alves de Sousa, o Paca.
A conversa ocorreu no dia 11 de agosto de 2011, às 22h37. Paca
questiona os comparsas sobre o que deveriam fazer. Em seguida, manda
seus comparsas arrumarem "uns irmãos que não são pedidos (que não são
procurados pela polícia) e treinar". O treinamento para a ação seria
para fazer um resgate de presos ou para atacar autoridades.
No meio da conversa, surge a revelação. LH diz que o tráfico de
drogas mantido pela facção está passando por dificuldades. E diz:
"Depois que esse governador (Alckmin) entrou aí o bagulho ficou doido
mesmo. Você sabe de tudo o que aconteceu, cara, na época que 'nois'
decretou ele (governador), então, hoje em dia, Secretário de Segurança
Pública, Secretário de Administração, Comandante dos vermes (PM), estão
todos contra 'nois'."
Em escutas recentes, a ordem de matar o governador foi novamente mencionada por membros do PCC.
Leia abaixo a nota à imprensa do Ministério Público de SP sobre as investigações. 