Aqui no Rio Grande do Norte se cria a cidade para depois construir os acessos a ela. Que o digam os prefeitos das regiões Seridó e Oeste que "choram, pedem, rogam" ao governo Rosa" a construção da RN 203.
Mas, o que conseguiram até agora foi o silêncio e o descaso total para com as populações dessas regiões do estado. Isso foi o que conclui os participantes da audiência pública realizada esta manhã (14) na
Assembleia Legislativa (ALRN) por iniciativa do deputado Gustavo Carvalho
(PROS).
Os deputados mostraram documentos que comprovam que a obra foi listada
como prioridade em empréstimos solicitados pelo Executivo e já aprovados pela
Casa.
Diante da falta de respostas do governo Rosa, os participantes vão cobrar do governo explicações para o descaso duplo: a ausência de técnico do Departamento de
Estradas e Rodagens (DER) para dar explicações sobre a paralisação da obra.
Outro encaminhamento tirado na audiência é o acionamento
coletivo do Ministério Público do RN em todos os municípios beneficiados pela
RN 203, para que o orgão fiscalize o andamento do serviço, através de extrato
de licitação e cronograma de obras.
Abrindo estradas
Caravanas de prefeitos, vereadores e lideranças de
municípios das regiões Seridó e Oeste compareceram ao debate e mencionaram as
grandes dificuldades dos municípios, que estão isolados geograficamente e arcam
com dificuldades, como, por exemplo, o alto custo de escoamento da produção, o
perigo de dirigir na região serrana, além de entraves na hora em que é
necessário transportar pacientes em estado grave para Natal.
RN 203
As obras da RN 203 foram iniciadas no ano de 2010, no final
do governo Wilma de Faria. Foram construídos apenas 11 km da estrada, que irá
beneficiar diretamente 20 municípios, ou mais de 195 mil habitantes. Entre os
municípios beneficiados estão Currais Novos, Tenente Laurentino,Cerro Corá, São
Tomé, Bodó, Parelhas, Santana do Matos, Barcelona, Rui Barbosa, Lagoa de
Velhos, São Pedro, Senador Elói de Souza, São Paulo do Potengi, Riachuelo,
Santa Maria, Bom Jesus.
A produção
Quando finalizada, a Estrada da Produção vai permitir o
escoamento de produtos como caju, castanha, pinha, maracujá, jaca manga,
farinha de mandioca, hortaliças, entre outros, além de potencializar o
ecoturismo e o turismo de inverno que já vem sendo desenvolvidos na Serra de
Santana.

