Anthony Ray Hinton, de 58 anos, passou metade de sua vida no corredor da morte do Alabama, condenado por dois assassinatos 1985, há décadas insistindo que não os cometeu.
Após longos 30 anos, o mundo lá fora mudou enquanto Hinton passava os dias em grande parte em uma cela de prisão de 1,5 por 2,5 metros.
As crianças cresceram. Sua mãe morreu. Seu cabelo virou cinza. Os presos que ele conhecia eram escoltados para a cadeira elétrica ou injeção letal.
Porém, na última sexta-feira, 03, ele estava livre após novos testes de balística contradizerem a única evidência - uma análise das balas da cena do crime - que ligava Hinton aos assassinatos.
Hinton é o 152º condenado a escapar do corredor da morte desde 1983.
"Eles tinham a intenção de me executar por algo que não fiz", disse Hinton fora da penitenciária de Jefferson County, em Birmingham.
Amigos e familiares estavam lá para abraçá-lo.
O diretor da ONG Equal Justice Initiative, Bryan Stevenson, que travou uma luta de 16 anos pela liberação de Hinton disse que, embora o dia fosse alegre, o caso foi trágico.
"Não só por ele perder a sua vida, ele viveu uma vida em confinamento solitário no corredor da morte, condenado em uma cela de 1,5 por 2,5 e o Estado tentando executá-lo todos os dias", disse Stevenson.

