BBCO economista americano Paul Krugman usou palavras contundentes para classificar as tarifas impostas por Donald Trump contra o Brasil.
Em carta enviada a Lula (PT), o presidente dos EUA anunciou uma taxa de 50% sobre as exportações brasileiras a partir de 1° de agosto.
Num artigo publicado no site Substack, Krugman diz que essas tarifas representam um "programa de proteção a ditadores".
Segundo o especialista, que ganhou o Nobel de Economia em 2008 e é professor da Universidade da Cidade de Nova York, nos EUA, a última cartada de Trump "marca um novo rumo" das políticas tarifárias, que ele classifica de "demoníacas e megalomaníacas".
Krugman entende que o presidente dos EUA "nem sequer disfarça que exista uma justificativa econômica para sua decisão".
"Tudo se resume a punir o Brasil por levar [o ex-presidente] Jair Bolsonaro [PL] a um julgamento", escreve ele.
O professor de Economia destaca que essa não é a primeira vez que os EUA usam tarifas com um propósito político.
"O sistema internacional de comércio que estabelecemos depois da Segunda Guerra Mundial foi em parte motivado pela crença de representantes americanos de que essas trocas, além de serem benéficas do ponto de vista econômico, seriam uma força de paz e poderiam fortalecer a democracia ao redor do mundo. Eles provavelmente estavam corretos e, em todo caso, tratava-se de um objetivo nobre", pondera Krugman.
"Mas agora Trump tenta usar tarifas para ajudar outro pretendente a ditador. Se você pensa que os EUA são um dos 'bons moços' do mundo, essa última decisão mostra o lado em que estamos atualmente", complementa o professor.
Leia mais na reportagem completa. Link na bio: @BBCBrasil
📸: Getty
Em carta enviada a Lula (PT), o presidente dos EUA anunciou uma taxa de 50% sobre as exportações brasileiras a partir de 1° de agosto.
Num artigo publicado no site Substack, Krugman diz que essas tarifas representam um "programa de proteção a ditadores".
Segundo o especialista, que ganhou o Nobel de Economia em 2008 e é professor da Universidade da Cidade de Nova York, nos EUA, a última cartada de Trump "marca um novo rumo" das políticas tarifárias, que ele classifica de "demoníacas e megalomaníacas".
Krugman entende que o presidente dos EUA "nem sequer disfarça que exista uma justificativa econômica para sua decisão".
"Tudo se resume a punir o Brasil por levar [o ex-presidente] Jair Bolsonaro [PL] a um julgamento", escreve ele.
O professor de Economia destaca que essa não é a primeira vez que os EUA usam tarifas com um propósito político.
"O sistema internacional de comércio que estabelecemos depois da Segunda Guerra Mundial foi em parte motivado pela crença de representantes americanos de que essas trocas, além de serem benéficas do ponto de vista econômico, seriam uma força de paz e poderiam fortalecer a democracia ao redor do mundo. Eles provavelmente estavam corretos e, em todo caso, tratava-se de um objetivo nobre", pondera Krugman.
"Mas agora Trump tenta usar tarifas para ajudar outro pretendente a ditador. Se você pensa que os EUA são um dos 'bons moços' do mundo, essa última decisão mostra o lado em que estamos atualmente", complementa o professor.
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