Foi bonito de se ver
As aprovações da PEC da Blindagem e da urgência para o projeto de anistia geraram uma onda de protestos em 18 capitais brasileiras, com a esquerda saindo às ruas em reação às medidas que, segundo críticos, beneficiam políticos envolvidos em processos judiciais. A decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de acelerar as votações é vista como um "tiro pela culatra", já que gerou um movimento de oposição que tomou grandes centros urbanos.
Os protestos começaram no início da tarde em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. No Rio, apesar do calor de 36°C, o palco das manifestações contou com apresentações de renomados artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Djavan e Paulinho da Viola. Em São Paulo, a mobilização teve início às 14h com manifestantes estendendo uma grande bandeira do Brasil.
Os atos se concentram contra a PEC da Blindagem, que dificulta a abertura de processos judiciais contra parlamentares, e o projeto de anistia, que é visto por muitos como uma forma de proteger figuras políticas de possíveis responsabilidades legais. A intensificação desses protestos reflete a crescente polarização política e o descontentamento de setores da sociedade civil com o andamento dessas propostas no Congresso.
As manifestações demonstram uma mobilização significativa, com a participação de artistas e ativistas em diversas cidades, destacando um ambiente de tensão política no país.
O Paraibano Hugo Motta no centro do protesto
Hugo Motta (Republicanos-PB) saiu “chamuscado” da aprovação da PEC da Blindagem, que, além de impopular, enfrenta a previsão de ser derrubada no Senado, segundo análise do cientista político Antônio Grin. "Motta tentou recuperar parte de seu prestígio com o Centrão e com Bolsonaro ao defender a PEC, mas, após as manifestações, a dificuldade de aprovação no Senado só aumentou", afirmou Grin.
Para o especialista, as manifestações contra a proposta, assim como o projeto de anistia, tiveram o efeito de um “tiro pela culatra” para o presidente da Câmara. “Sim, saiu pela culatra. A PEC não deve passar. As ruas agora também tornam a aprovação ainda mais difícil”, completou.
Além disso, os atos demonstram que a esquerda pode estar retomando a capacidade de mobilizar pessoas, algo que, segundo Grin, o bolsonarismo vinha perdendo nos últimos tempos. "Parece que a esquerda, com o ato de hoje, está conseguindo se reerguer e voltar às ruas com força", concluiu.
Com informações do portal UOL
