Durante a COP30, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, reforçou a importância de proteger a Caatinga e de fortalecer as políticas ambientais voltadas ao semiárido brasileiro. Ao lado da ministra Marina Silva e do ministro Jader Filho, Fátima participou do Painel Ministerial de Alto Nível sobre Governança Multinível, que marcou o lançamento do Plano de Aceleração da Solução em Governança Multinível (PAS) — uma iniciativa que busca integrar ações climáticas entre diferentes esferas de governo e setores da sociedade.
No encontro, também foi anunciada a copresidência do Brasil e da Alemanha na coalizão internacional CHAMP, voltada à implementação do Acordo de Paris, reforçando o compromisso global com a transição ecológica e a justiça climática.
🌱 Recaatingamento e bioeconomia: caminhos para o futuro do semiárido
Em outro momento da conferência, Fátima Bezerra participou do painel “Recaatingamento e Bioeconomia do Semiárido”, onde defendeu o recaatingamento como metodologia essencial para a sustentabilidade e a justiça territorial no Nordeste.
A proposta busca recuperar áreas degradadas, valorizar a biodiversidade da Caatinga e fortalecer práticas produtivas sustentáveis com a participação ativa das comunidades locais. O objetivo é consolidar o bioma — o único exclusivamente brasileiro — como um eixo estratégico da agenda climática nacional.
“Proteger a Caatinga é proteger a vida, a cultura e o futuro do nosso povo. É garantir que o semiárido seja exemplo de resistência e sustentabilidade”, destacou a governadora.
💧 Rio Grande do Norte como referência ambiental
O Rio Grande do Norte vem se destacando por seu pioneirismo nas políticas de combate à desertificação. O estado foi o primeiro do país a regulamentar o Fundo Estadual de Combate à Desertificação, que apoia projetos de recuperação ambiental, tecnologias sustentáveis e educação ambiental.
Para Fátima Bezerra, avançar no recaatingamento é repensar modelos produtivos e fortalecer mecanismos de governança local, alinhando o potencial do RN na transição energética à preservação da Caatinga, que cobre cerca de 90% do território potiguar.
🌍 Um bioma único que pede atenção
Presente em nove estados do Nordeste e no norte de Minas Gerais, a Caatinga é um dos biomas mais singulares do planeta — rica em biodiversidade e cultura, mas ainda vulnerável à desertificação e às mudanças climáticas. O recaatingamento, proposto por pesquisadores e gestores públicos, representa um passo essencial rumo a um semiárido mais verde, produtivo e sustentável.
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