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Em uma votação “relâmpago”, os deputados federais aprovaram nesta terça-feira (03) um pacote de benefícios para servidores da Câmara e do Senado que custará cerca de R$ 1 bilhão por ano aos cofres públicos. A proposta, elaborada pela Mesa Executiva presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB), foi divulgada às 13h e aprovada em votação simbólica por volta das 15h — ou seja, apenas duas horas depois, sem identificação dos votos dos parlamentares.

Além do aumento salarial, os deputados aprovaram um mecanismo que garante ao servidor que acumula funções um dia de folga a cada três dias trabalhados. Caso o trabalhador não usufrua dessas folgas, ele poderá receber compensação em dinheiro. Por ter natureza indenizatória, esse pagamento não respeita o teto de R$ 46 mil mensais do funcionalismo público, o que pode elevar alguns salários a até R$ 77 mil por mês, por meio de “penduricalhos” e gratificações de até 100% sobre o vencimento básico.

O pacote também inclui a ampliação do benefício de auxílio-moradia, que passa a ser pago mesmo a servidores que já possuem residência oficial ou imóvel próprio na região, aumentando ainda mais os custos da Câmara com despesas habitacionais.

A aprovação ocorreu no segundo dia de trabalho dos parlamentares após o recesso, evidenciando as prioridades do Congresso para 2026.

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