Pesquisadores brasileiros identificaram uma nova espécie de dinossauro gigante, cuja análise revelou relação com um fóssil semelhante encontrado na Espanha. A descoberta traz novas evidências sobre como os continentes estavam conectados há cerca de 120 milhões de anos, durante o período Cretáceo.
O estudo, liderado por pesquisadores da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e contou com participação de especialistas de outras instituições, como a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), aponta que, naquele período, rotas terrestres podem ter ligado a América do Sul, a África e a Europa, permitindo a circulação de diferentes espécies de dinossauros entre essas regiões. A semelhança entre os fósseis encontrados reforça a hipótese de que esses animais compartilhavam ancestrais comuns antes da separação definitiva dos continentes.
A descoberta, publicada no Journal of Systematic Palaeontology, contribui para ampliar o conhecimento sobre a dispersão e evolução dos dinossauros, além de ajudar a reconstruir como era a configuração geográfica da Terra naquele período remoto.
Segundo os cientistas, novas análises e escavações podem revelar mais detalhes sobre a espécie recém-identificada e sobre as antigas conexões entre os continentes.
