A prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, marcou mais um capítulo emblemático no combate aos crimes do colarinho branco no Brasil.
Cabisbaixo, de cabelo aparado, sem barba, algemado, vestido com uniforme de presidiário e escoltado por agentes da Polícia Federal, o banqueiro — outrora considerado poderoso e extremamente bem relacionado — foi conduzido a uma penitenciária federal em Brasília, nesta sexta-feira (6/3).
Sua transferência para uma unidade de segurança máxima reflete a gravidade das acusações que lhe são imputadas e pode deixá-lo por um longo tempo na cadeia. Mas há outra opção: colaborar com as autoridades.
Uma de suas possibilidades é recorrer ao instituto da delação premiada. No entanto, há um ponto jurídico sensível nesse caso. Como Vorcaro é apontado, segundo as investigações, como líder ou principal articulador da organização criminosa, existe debate sobre a extensão dos benefícios que poderia receber.
Caso opte pelo silêncio, poderá arcar sozinho com um "provável" longo encarceramento. Será que Vorcaro, aos 42 anos, estaria disposto a pagar esse preço? Muita gente graúda no país torce por isso. Mas, por enquanto, só o tempo dirá.
