Nos corredores da Assembleia Legislativa, o jogo sucessório para um eventual governo tampão já está em campo — e com jogadas rápidas. O secretário estadual de Agricultura, Guilherme Saldanha, desponta como nome de consenso para assumir o comando do Rio Grande do Norte caso se confirmem as renúncias da governadora Fátima Bezerra e do vice Walter Alves, que podem deixar os cargos para disputar as eleições de 2026.
Segundo apuração do Potiguar News, Saldanha já teria 14 votos alinhados entre os 24 deputados estaduais — número suficiente para garantir a eleição indireta que deve ocorrer em abril. Nos bastidores, aliados do presidente da Casa, Ezequiel Ferreira, trabalham com discrição para consolidar o placar e evitar surpresas na reta final.
A matemática é simples: são necessários 13 votos para vencer. Mas o grupo governista prefere jogar com gordura no placar. Entre os nomes que já estariam no bloco favorável aparecem Ezequiel Ferreira, Eudiane Macedo, Dr. Bernardo, Francisco do PT, Isolda Dantas, Ivanilson Oliveira, Divaneide Basílio, Ubaldo Fernandes, Vivaldo Costa, Tomba Farias, Gustavo Carvalho e José Dias.
Se o desenho se confirmar, Saldanha entraria no tabuleiro como uma solução “pacificadora” para um mandato curto — mas politicamente estratégico para a engrenagem do poder no Estado.
Enquanto isso, a governadora Fátima Bezerra corre para não perder o controle do enredo. Seu nome de preferência para a sucessão é o secretário da Fazenda, Cadu Xavier, também apontado como possível candidato do PT ao Governo do Estado na eleição de novembro. Nos bastidores, porém, a costura da Assembleia parece avançar em ritmo próprio.
Na política, como se sabe, voto contado hoje pode amanhecer em outro bolso amanhã — e o jogo ainda está longe de terminar.
