Internações por álcool crescem e atingem mais idosos no RN
O Rio Grande do Norte ocupa a 13ª posição no país em taxas de internações relacionadas ao consumo de álcool, com 193,4 casos por 100 mil habitantes em 2024, segundo o estudo “Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025”, do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA).
O levantamento inclui internações totalmente atribuíveis ao álcool — como transtornos por uso e doença alcoólica do fígado — e também casos em que a substância é fator associado, como acidentes e lesões.
No ranking nacional, Paraná, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul lideram. Já Alagoas e Maranhão têm taxas mais baixas no Nordeste.
O estudo também mostra mudança no perfil etário: entre 2010 e 2024, as internações de pessoas com 55 anos ou mais cresceram 81,9%, passando a representar 37,6% do total. Entre jovens de 18 a 34 anos, o aumento foi de 13%.
Para a psicóloga Verônica Lima, da Hapvida, o dado reflete o acúmulo dos efeitos do álcool ao longo da vida. “Muitas doenças surgem após anos de consumo”, afirma.
Apesar das internações, o estado tem uma das menores taxas de mortalidade do Nordeste: 33,1 mortes por 100 mil habitantes em 2023.
A especialista reforça a importância do diagnóstico precoce e do apoio de profissionais e familiares. “O tratamento adequado pode reduzir o consumo e melhorar a qualidade de vida”, destaca.
