foto- Joao Gilberto
Antes mesmo da palestra começar, a Assembleia Legislativa já deixou claro que o assunto era sério: lançou o programa “Conversa com Valor”, porque, convenhamos, hoje em dia qualquer conversa que envolva boleto pago já tem muito valor emocional. O programa criado para ajudar servidores que enfrentam dificuldades financeiras. A proposta oferece orientação individual e sigilosa sobre empréstimos, renegociação de dívidas, investimentos, previdência e organização financeira pessoal, uma espécie de terapia financeira sem precisar esconder a fatura do cartão embaixo do colchão.
Os atendimentos poderão ser agendados por meio de uma plataforma desenvolvida pela Diretoria de Inovação Tecnológica da ALRN.
A Palestra
A ALRN realizou nesta terça-feira (19), no Auditório Cortez Pereira, a palestra “Do Aperto ao Controle: Educação Financeira Transforma Vidas”, dentro da programação da Semana Nacional de Educação Financeira (ENEF 2026). A iniciativa foi promovida pela Diretoria Geral e pela Diretoria de Gestão de Pessoas da Casa.
Quem comandou a conversa foi o assessor especial Vagner Gomes Teixeira Júnior, que falou sobre planejamento financeiro, consumo consciente e aqueles gastos “inofensivos” que acabam virando protagonistas da fatura do cartão. “O dinheiro cai para onde a gente não presta atenção”, resumiu. A frase que fez muita gente lembrar imediatamente do aplicativo de delivery, das promoções imperdíveis e do famoso “só um cafezinho”.
Durante o encontro, Vagner também abordou a pressão social pelo consumo, os perigos das compras emocionais e a velha armadilha do “eu mereço”, que costuma aparecer justamente perto do vencimento do cartão.
A assessora parlamentar Luciana Ferreira participou da atividade e contou que saiu da palestra praticamente fazendo auditoria mental nos próprios gastos. “Ele alertou pra gente ficar mais consciente dos gastos diários, cortar os extras e pensar mais no futuro”, comentou. Segundo ela, o público se identificou bastante com os exemplos apresentados. Afinal, todo mundo conhece alguém que abriu o app do banco só para “dar uma olhadinha” e saiu emocionalmente abalado.
