Hugo Motta e Davi Alcolumbre mandam no Congresso.
Mandam na pauta.
Mandam no ritmo.
Mandam no que entra e, principalmente, no que não entra em votação.
Mas há um detalhe incômodo. A opinião pública não concorda com eles.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ( 30/04) joga luz onde muitos preferem penumbra. Motta ostenta 87% de imagem negativa. Só 2% positiva. Alcolumbre vem logo atrás, com 81% de rejeição e apenas 3% de aprovação.
É poder formal com déficit de legitimidade.
E isso cobra.
A conta chega justamente quando o Congresso se movimenta para derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto da dosimetria, tema sensível, que interessa ao bolsonarismo por abrir caminho à revisão de penas de condenados pela trama golpista.
Dentro de Brasília, o jogo é de força, articulação e voto.
Fora dela, é de percepção.
E, nesse campo, não há regimento que salve.
O recado da pesquisa é direto, quase didático! É possível vencer no plenário e, ainda assim, perder no país real.
Porque a rua não se pauta por acordo.
Nem atende a convocação de bastidor.
A rua reage.
E, neste momento, reage mal.
Para o governo, fica o alerta de que não basta negociar. É preciso disputar narrativa, ocupar espaço, falar com quem está fora da bolha institucional.
Política que não chega na rua vira ruído de gabinete.
E ruído, cedo ou tarde, vira desgaste.
Com informações do blog: wttps://www.esmaelmorais.com.br/atlas-enterra-motta-alcolumbre-ruas/

