O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20), mostra que a qualidade de vida no país segue marcada por profundas desigualdades regionais. O levantamento avaliou 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais e apontou forte concentração dos melhores índices nas regiões Sul e Sudeste, enquanto municípios do Norte e Nordeste predominam entre os piores desempenhos.
Pelo terceiro ano consecutivo, Gavião Peixoto, no interior paulista, recebeu a melhor classificação do país, com nota 73,10 em uma escala que vai de 0 a 100.
Entre as 20 cidades mais bem colocadas do Brasil, 12 estão no estado de São Paulo. As demais, com exceção de Brasília, pertencem às regiões Sul e Sudeste. No extremo oposto do ranking, 16 das 20 piores cidades em qualidade de vida estão localizadas nas regiões Norte e Nordeste.
Entre as capitais brasileiras, Curitiba lidera o ranking nacional, seguida por Brasília, São Paulo, Campo Grande e Belo Horizonte. João Pessoa é a capital nordestina melhor avaliada.
No cenário potiguar, Natal aparece em posição intermediária entre as capitais. A cidade obteve escore de 66,82 e ocupa a 13ª colocação nacional. O desempenho da capital potiguar acompanha a posição do Rio Grande do Norte, que também aparece em 13º lugar entre os estados brasileiros, com escore geral de 61,83.
O relatório destaca que Natal apresenta resultados positivos em indicadores ligados ao Acesso à Informação e Comunicação, Qualidade do Meio Ambiente e Acesso à Educação Superior, áreas nas quais a capital supera parte das cidades nordestinas avaliadas.
Por outro lado, os dados revelam desafios persistentes na área de Inclusão Social, especialmente no indicador relacionado a famílias em situação de rua. O estudo também aponta dificuldades em indicadores ligados à vulnerabilidade social e desigualdade urbana, fatores que ainda impactam diretamente a qualidade de vida na capital potiguar.
O IPS Brasil 2026 é a terceira edição do levantamento nacional — após os relatórios de 2024 e 2025 — abrangendo todos os municípios dos 26 estados e do Distrito Federal. Segundo os organizadores, o objetivo é oferecer uma leitura mais ampla da qualidade de vida da população.
