O Rio Grande do Norte registrou cerca de 65 mil descargas atmosféricas entre janeiro e abril de 2026, um aumento de 52% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Neoenergia Cosern, com base em levantamento da Climatempo.
No mesmo intervalo, o Centro de Operações Integradas (COI) da distribuidora contabilizou 3.144 ocorrências no fornecimento de energia provocadas por raios, registrando crescimento de 40% na comparação com 2025.
Apesar do aumento, o número de consumidores afetados apresentou queda de 14,3%, totalizando 178 mil unidades consumidoras impactadas.
Segundo a Neoenergia Cosern, o resultado está associado a investimentos na rede elétrica, incluindo a ampliação da instalação de para-raios e o uso de equipamentos telecomandados, com suporte de inteligência artificial para identificar falhas e acelerar o restabelecimento do serviço.
De acordo com o superintendente técnico da companhia, Antônio Carlos Queiroz, as medidas têm contribuído para reduzir o tempo de interrupção e limitar o alcance das falhas.
Regiões mais atingidas
As ocorrências se concentraram principalmente nas regiões Oeste, Seridó e Alto Oeste potiguar. Municípios como Apodi, Mossoró e Caraúbas lideram o ranking estadual, em razão da extensão das redes de distribuição e da maior exposição a áreas abertas e rurais.
Orientações de segurança
As ocorrências se concentraram principalmente nas regiões Oeste, Seridó e Alto Oeste potiguar. Municípios como Apodi, Mossoró e Caraúbas lideram o ranking estadual, em razão da extensão das redes de distribuição e da maior exposição a áreas abertas e rurais.
Orientações de segurança
Durante tempestades com raios, a recomendação é buscar abrigo imediato e evitar áreas abertas ou contato com estruturas metálicas.
Entre as principais orientações:
evitar permanecer próximo a árvores, cercas e objetos metálicos
não utilizar equipamentos elétricos ligados à rede
evitar banho em rios, praias ou piscinas
não usar chuveiro elétrico ou telefone com fio durante a tempestade
A concessionária também orienta evitar o uso de celulares conectados ao carregador e não se abrigar em estruturas precárias.
Os dados reforçam a intensificação de eventos climáticos no estado e os desafios para a infraestrutura elétrica, especialmente em regiões mais expostas a descargas atmosféricas.

