Helga era casada com o jornalista Luis Henrique e deixa dois filhos
Há despedidas que chegam na hora errada. E há pessoas cuja ausência parece impossível de aceitar. A partida da jornalista Helga Oliveira é uma dessas perdas que deixam um vazio difícil de explicar.
Não porque a morte seja uma novidade. Ela faz parte da vida. Mas porque algumas pessoas carregam uma luz própria, uma presença que transforma ambientes, acolhe pessoas e inspira caminhos. Quando partem cedo, fica a sensação de que o tempo foi injusto.
Helga era daquelas pessoas que faziam diferença sem precisar de grandes discursos. O sorriso fácil, a elegância no trato, a generosidade com os colegas e a paixão pelo jornalismo esportivo. Ela foi a pioneira na cobertura esportiva no Rio Grande do Norte.
Nos últimos dias, muitos perguntaram: por quê? Por que alguém tão jovem? Tão cheia de vida? Tão necessária?
Não há resposta. A morte não escolhe os melhores, nem os mais generosos. Mas nós, que ficamos, escolhemos quem permanece em nossa memória. E Helga permanecerá.
Sua trajetória deixa um legado de delicadeza e de compromisso. Fica a lembrança da colega que sempre encontrava tempo para uma palavra gentil, da profissional respeitada, da mulher que viveu com intensidade.
Recentemente, o Rio Grande do Norte também se despediu de Titina Medeiros. Agora, outra mulher querida parte cedo demais. São perdas diferentes, mas que despertam a mesma reflexão de que não controlamos o tempo que nos é dado, apenas a forma como ocupamos esse tempo.
Helga. Que sua partida nos ensine a adiar menos os abraços, a economizar menos os elogios e a valorizar mais as pessoas enquanto elas ainda estão ao nosso lado.
Porque, no fim, o que vence a morte não é o tempo vivido. É a memória construída.
E essa ninguém pode levar.
Cidade Sem Filtro
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