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Segurança Transformada



A conta da democracia

Enquanto o contribuinte faz malabarismo para pagar impostos, Brasília prepara uma das eleições mais caras da história do país. Em 2026, quase R$ 5 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) serão distribuídos entre os partidos políticos para bancar propaganda, viagens, estrutura e outras despesas eleitorais. (Justiça Eleitoral)

O dinheiro não surge do nada. Sai do Orçamento da União, o mesmo que financia saúde, educação, segurança e infraestrutura. Na prática, é o cidadão quem paga a conta das campanhas que, depois, pedirão novamente o seu voto. (Agência Brasil)

A justificativa é conhecida. Desde que o Supremo proibiu as doações empresariais, em 2015, o financiamento público passou a ser a principal fonte de recursos para as eleições. O problema é que, a cada pleito, cresce a sensação de que o custo da democracia brasileira ficou alto demais para um país que ainda convive com hospitais superlotados, escolas precárias e obras inacabadas.

O eleitor decidirá nas urnas quem merece seu voto. Mas antes disso, já terá contribuído, queira ou não,  para financiar praticamente todas as campanhas.

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